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Contas em atraso, falta de recursos para elaborar planos e realizar sonhos, falta de conhecimento sobre as alternativas investimentos disponíveis e como o dinheiro trabalhara a seu favor são fatores que, afetou muitas pessoas em algum momento de suas vidas. Nestas situações é difícil imaginar qualquer tipo de bem-estar ou liberdade financeira.
Conseguir conquistar bem-estar e a tão sonhada liberdade financeira, corrigir desvios em seu comportamento financeiro deve ser a palavra-chave. Você já deve ter ouvido que ter atitudes que possibilite cuidar bem do dinheiro que ganha e não gastar mais do que recebe é a chave para conquistar estes objetivos. Mas, a conquista desse tão sonhado equilíbrio não é nada fácil.
Desde muito cedo, do momento em que acorda até a hora de dormir, as pessoas sofrem um verdadeiro bombardeio de propaganda que, na maioria dos casos, as levam a querer produtos e serviços, que sequer precisam. Por este motivo, a sociedade se tornou hiperconsumistas.
Mas a pergunta que sempre surge é se há uma forma de mudar este comportamento. A resposta é sim! Este desvio pode ser corrigido e levar um indivíduo a ser bem-sucedido em sua vida financeira.
A busca pelo sucesso e equilíbrio financeiro passa necessariamente pela mudança de hábitos de consumo e comportamento que, possibilitem desenvolver poupança e vida financeira equilibrada.
O bem-estar financeiro nem sempre está relacionado com o que alguém sabe, mas com a forma como se comporta.

Práticas que frustram o bem-estar financeiro
Tente imaginar a situação de uma pessoa, e provavelmente você possa ou conheça alguém que se viu nesta situação hipotética. Suponha que este individuo, vamos chamá-lo aqui de Gastão, tenha recebido uma proposta de trabalho em um grande centro, ganhando quatro vezes o salário que recebe na empresa em que trabalha atualmente. E motivado pelo ganho financeiro, resolveu encarrar este novo desafio.
Com mais dinheiro em conta corrente, nossa personagem começou a comprar o que supunha precisar desesperadamente. Comprou um celular de última geração e solicitou a operadora de cartão de crédito o aumento do limite do cartão de crédito e passou a utilizar crediário para parcelar tudo o que imaginava precisar
Passado algum tempo, a estrela de nossa história, gastou tanto dinheiro que teve que dividir o saldo do cartão de crédito em prestações. Agora, se comprometeu com dívidas por um longo período.
Apesar de ser uma narrativa de ficção, o fato acima se mostram bem real. Verdadeiramente, a nossa personagem retrata uma parcela significativa dos brasileiros com maus hábitos que impossibilita atingir um nível desejável de estabilidade e liberdade financeira.
Para evitar se encontrar na mesma situação que Gastão, certos comportamentos devem ser deixados de lado. Ao longo deste artigo, trataremos dos comportamentos que devem ser deixados de lado e de como controlar a sua vida financeira.
Um dos maiores equívocos que uma pessoa pode cometer é gastar mais do que ganha. Por ser fácil parcelar e pagar só depois, em três, seis e até dez vezes sem juros, as pessoas acabam gastando sem nenhum planejamento e se endividando sem se dar conta se o montante das receitas no final do mês será suficiente.
Assim como a personagem, muitas pessoas que conseguem evoluir profissionalmente, com consequente melhora em seus vencimentos, geralmente   costumam aumentar seus gastos e, desta forma, acabam se endividando e gastando mais do que ganham. Incorrer neste tipo de erro, pode trazer consequências preocupantes!

Comportamento compulsivo
“As pessoas gastam um dinheiro que não têm, para comprar coisas de que elas não precisam, para impressionar pessoas de quem não gostam.” Foi o que disse Robert Quillen, humorista, jornalista e cartunista nascido nos Estados Unidos. Essa frase é equivocadamente atribuído a Will Smith e Will Rogers. Uma adaptação do pensamento também apareceu no filme “Clube da Luta”. Particularmente, esta frase faz todo o sentido no mundo em que vivemos atualmente.
Comprar se tornou uma atividade que promove o pseudo bem-estar. Porém, o que muitos não sabem é que somos induzidos a comprar coisas que sequer precisamos e que talvez nem queiramos.
Comprar mexe com o lado emocional do cérebro, e agimos assim para sermos aprovados socialmente e termos status. Comprar é, na verdade, um ato irracional dominado pelo que Daniel Kahneman define em seu livro Rápido e Devagar: Duas formas de Pensar, como Sistema 1, o nosso lado impulsivo.
Apresentar um comportamento compulsivo é exatamente isso: permitir que o lado emocional se sobreponha ao racional. Comportar-se dessa maneira provou ser extremamente prejudicial.
Além de atrapalhar a busca pela independência financeira, a pessoa com um comportamento compulsivo crê que será capaz de elevar a sua autoestima e, consequentemente, se sentirá mais feliz ao realizar novas compras, o que na verdade só proporciona uma falsa sensação de felicidade e por um curto espaço de tempo.
Assim, uma recomendação importante é procurar o equilíbrio e  saber se controlar. O ideal é comprar somente o que é necessário e aprender a dizer não ao que quer, apenas para impressionar as pessoas que não se importam com você. Controlar esses impulsos pode ser muito difícil e doloroso no início, mas com o tempo se torna um hábito, os indivíduos obtém um controle melhor e aprendem a pensar melhor sobre como usar o dinheiro.
No exemplo acima, Gastão deixou aflorar o seu lado compulsivo e passou a comprar tudo o que achava que precisava e assim acabou excedendo seu orçamento.
Muitos acabam agindo como ele e terminam em uma situação muito parecida. Por isso, evite agir de maneira compulsiva. Não queria a aceitação das pessoas por aquilo que você compra. Vou te contar um segredo: os outros não estão nem aí para você, o que impressiona a eles é aquilo que você possui, seja um carro esportivo, uma casa, um barco, roupa de grife ou joias.

Uso indiscriminado do crediário
Henry David Thoreau disse uma vez que: “Muitos sabem ganhar dinheiro, mas poucos sabem gastá-lo”. Na mesma linha, foi dito por Thomas Jefferson que nenhuma pessoa deveria gastar dinheiro antes de ganhá-lo. Estas são duas frases, que deveriam ser seguidas à risca por todos, porém, na prática, isso não acontece.
O cartão de crédito ou dinheiro de plástico como muitos chamam atualmente, se tornou a tabua de salvação para aqueles que desejassem comprar alguma coisa, mas que sem dinheiro, acaba adiando os pagamentos para os meses seguintes. Contudo, como ocorreu com a nossa personagem, a parcela pode sair do controle e o indivíduo pode se perder na conta. Caso não tenha o dinheiro suficiente para realizar a comprar de algo que necessite, uma alternativa é tentar postergar ou, simplesmente, não comprar. É importante entender que o cartão de crédito não é o vilão da história, mas pode se tornar uma arma muito perigosa para quem não sabe e não consegue se controlar. É melhor sempre procurar comprar à vista. Por isso, é importante tentar se organizar e evitar o risco de parcelar contas com juros elevados.

Falta de planejamento
Todas as pessoas são movidas por sonhos, mas para que se tornem reais é necessário planejamento. Uma pessoa que compra indiscriminadamente e compromete toda a sua renda, sem analisar o futuro deve procurar mudar, imediatamente, sua maneira de agir.
Defina metas e planos para fazer o que você ama e deseja. Sonhos sem planejamento representam somente intenções, que se não colocadas em prática podem se tornar arrependimentos. Pense também na vida que você deseja ter, imagine que você quer ser daqui a alguns anos e vá em busca de realizar.
Afinal, alguém sem propósito não vive uma vida plena!

Comportamentos vs bem-estar financeiro
Imagine como teria sido a vida de Gastão se houvesse mantido um comportamento racional em relação ao seu dinheiro. Evitado compras forçadas, parcelamentos, falta de planejamento sendo levado, assim, a um endividamento que poderia levar muito tempo para ser quitado.
Existem alguns comportamentos que, se adotados, podem levar ao bem-estar e a liberdade financeira.

Concluindo
A maneira como as pessoas lidam com o dinheiro, seja em suas finanças pessoais, aplicações financeiras ou decisões de negócios, geralmente é explicada como uma decisão puramente matemática, onde as formulações baseadas em dados e teorias econômicas mostram o caminho a seguir. Contudo, verdadeiramente é que as importantes decisões não são tomadas considerando somente os números frios em uma planilha de Excel ou aplicativo. Existe aí um componente emocional que reflete a história de vida, visão de mundo, a individualidade de quem está decidindo. Não podemos também deixar de fora o orgulho que, em muitas situações afeta de maneira importante as tomadas de decisão.
Como vimos ao longo deste artigo, uma vida financeira capaz de proporcionar bem-estar e liberdade financeira passa obrigatoriamente pela reflexão sobre o comportamento e atitude das pessoas quando o assunto envolve o uso do dinheiro.

Manoel Junior